O que é o emissário do COMPERJ?

Essa imagem pode virar passado se não exercermos nosso papel de Cidadão!

COMPERJ Problemática: emissário com dispersão para  mar

O que é o COMPERJ ?

Um dos principais empreendimentos da história da Petrobrás, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) marca a retomada da Companhia no setor petroquímico e vai transformar o perfil socioeconômico de sua região de influência. Previsto para entrar em operação em 2014, o Comperj promoverá uma transformação ainda mais completa do petróleo, fornecendo ao mercado e à sociedade produtos como plásticos e outros produtos petroquímicos que hoje são encontrados em qualquer residência, escritório, automóvel e no campo. O empreendimento prevê a geração de mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por “efeito-renda”, durante os cinco anos da obra e após a entrada em operação; todos em escala nacional.

Quais são os objetivos deste EMISSÁRIO que preocupa toda a população?

O emissário tem por objetivo transportar o efluente tratado das unidades industriais do COMPERJ, em Itaboraí, até o mar de Itaipuaçu, onde sofrerá ação de diluição e dispersão.  A atividade consiste em construir uma  tubulação  (emissário), que ficará enterrada, tanto no trecho terrestre, quanto no trecho marinho. De acordo com o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), a “operação do emissário é bem simples e não ocorrerá com lançamento continuo do efluente”. O sistema proposto é o de batelada, ou seja: o efluente será lançado por certo período de tempo (2 horas) e em seguida ocorrerá uma acumulação de efluente para lançamento posterior (5 horas de acumulação).

Entenda os perigos trazidos com o EMISSÁRIO do COMPERJ!

É importante ressaltar que NÃO SOMOS CONTRA O DESENVOLVIMENTO, somos contra o que não venha revestido de responsabilidade e  sustentabilidade. Após atravessar as áreas de Itaboraí e Maricá, o emissário irá despejar no mar, em Itaipuaçu (Maricá), os efluentes químicos do COMPERJ processados numa Estação de Tratamento de Efluentes. Neste local serão descartados todos os dejetos produzidos pelo COMPERJ, e implicações ambientais poderão alcançar também as praias de Niterói. A polêmica sobre a implantação do emissário submarino do Comperj também gerou polêmica em parte da população de Niterói. O fato de nenhuma audiência pública ter sido agendada para apresentar o projeto à população niteroiense  tem sido alvo de duras críticas da sociedade civil, pois acreditamos que ocorrerão sérios impactos ambientais causados pelo despejo em Itaipuaçu e nas praias da Região Oceânica, como Itacoatiara, Itaipu,  Camboinhas e Piratininga. Para o assessor de Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA),  Adacto Otoni, ouvido pela reportagem do jornal ‘O Fluminense’, pontos do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) revelam que a qualidade dos efluentes químicos que serão despejadosmesmo que tratados, NÃO É SEGURA PARA VIDA MARINHA E A POPULAÇÃO. ‘A página 54 do Rima diz que se esse efluente do Comperj fosse despejado na Baía de Guanabara levaria a uma degradação de grande intensidade. Ora, se iria impactar a Baía de Guanabara, que já é poluída, imagina o mar de Maricá e toda a biodiversidade presente. Alertamos o Inea para que seja reavaliado o tipo de tratamento que será dado aos efluentes químicos e que invistam em tecnologias mais rigorosas para gerar menos riscos’, disse Adacto Otoni.

Mas não para por aí!

OUTRO emissário será construído que lançará o esgoto de Maricá com separação do resíduo sólido do líquido e será lançado também nas águas do mar. Mesmo com tanta tecnologia desenvolvida pelas empresas de Petróleo Mundiais, quem se lembra do desastre ambiental em 2010? Caso tenha esquecido, uma foto segue abaixo para relembrarmos:

Acidente Ambiental com Petróleo no Golfo do México em 2010

Quem subestima a população de Niterói, Maricá e Região dos Lagos?  Para que a população não enxergue estes sérios problemas, Petrobrás e governantes das cidades envolvidas destacam que irão investir R$ 410 milhões em projetos de saneamento como compensação pelo Comperj.

O Greenpeace Brasil lançou o Atlas “Mar, Petróleo e Biodiversidade – A geografia do conflito”. O conflito no título é o próprio avanço na direção de exploração excessiva de recursos no mar. Cruzando dados dos Ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, a ONG revelou que, em 2007, cerca de 44% da extensão total da zona marinha do Brasil é área prioritária para a conservação da biodiversidade, mas só 2,57% dessas áreas já foram transformadas em unidades de conservação federal. Por outro lado, a exploração e a produção de gás e óleo foi presenteada, até agora, com 8,77% de áreas que deveriam ser transformadas em áreas marinhas protegidas.

Agora, pelo que você já conheceu sobre os fatos, que conclusões você pode tirar?

Caso não esteja satisfeito, assine a petição em nosso site, coloque uma fita verde na antena ou no espelho retrovisor do seu carro, mostrando para nossos governantes que a POPULAÇÃO está ACORDADA e ATENTA e quer SALVAR A SUA SAÚDE, a de SEUS FILHOS e a das ÁGUAS DO MAR.

Nós acreditamos na SUA força e atuação como cidadão para mudar o cenário atual de destruição. E VOCÊ, acredita?

2 responses to “O que é o emissário do COMPERJ?”

  1. Isto tudo é uma lástima. O Povo tem que tirar esta gente do desgovêrno…

  2. Gente, vamos nos reunir, não podemos permitir que esse emissário vire realidade. Vái acabar com a natureza e é contra lei. Eles não podem rasgar a lei. Maricá, Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas, Piratininga e acredito que praias the região dos lagos tbm acabaram poluídas.

Leave a Reply